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Património Nacional...abandonado.





Hoje fui ao forte da Ilha de Caminha.
A porta está fechada. Para visitar o forte ou pelo menos para o poder ver só tomando-o de assalto. Foi assim que pude aceder ao interior e conhecer do seu estado. A tomada do forte é feita por uma corda abandonada num dos lados das torres. Com força empunhei-a e fui habilmente encontrando o local certo junto das paredes para colocar os pés de forma a subir.
Conhecer o património Português tem destas dificuldades.
O mais triste veio depois…o abandono em que foi atirado aquele que foi um dos guardiões da nacionalidade Portuguesa, Contra os Espanhóis teve um dia relevo…hoje porém definha às mãos do Rio Minho. O forte de Caminha mantém ainda a imponência, mas no seu coração guarda a cruz de Cristo numa parede calada de uma igreja vazia. Triste. No interior do forte reina a vegetação rasteira e o cemitério é hoje apenas visitado por aves que de cansaço por lá pousam.
“Se isto foço dos Espanhóis estava um brinco”…dizia o “Garrafão” (nome do barqueiro) no regresso.
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ALVA PAIXÃO








ALVA PAIXÃO


ESTA LUA ALVA

QUE MEU ROSTO BEIJA...

SEGREDA-ME MEMÓRIAS DE UM CANDIDO SORRISO.

E JÁ VAI ALTA A LUA

E EM MEU CORPO NU

PASSAM FANTASMAS DE UMA PAIXÃO ARDENTE

E O TESOURO QUE NUNCA FORA MEU

PERDEU-SE NO VAZIO DOS MARES

FORAM PROMESSAS DE AMOR

PÉTALAS CAIDAS

DIAMANTES PARTIDOS

E ESSA JOIA BRILHANTE

QUE MEU CORPO RELUZ

TRANSBORDA O PRAZER DO QUE NÃO VIVEU.

E OS RIOS CANTAM

AO SOM DESSA LUZ

COM TRINARES MAROTOS

SUSSURAM SEGREDOS...

E A LUA VAI ALTA...

CÂNDIDA,

TARNSPARENTE,

BUSCANDO INCESSANTE

NO LEITO DO AMOR

O DOCE TROVAR

DESSE TROVADOR.

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C14H7NaO7S


















cor...


Névoa da madrugada

Púrpura da tarde

Cheiro a terra molhada

Gota de orvalho

Sal de um instante…

Cor… cor… cor…

Perfume de paixões…



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A geração da abundância

Virá certamente o tempo da sardinha para cinco.
Há hoje quem reclame direitos adquiridos…esses que vieram depois dos que não tiveram direitos adquiridos, os que viram depois dos meus avós. Direitos que adquiriram depois da fome dos meus avós. Direitos adquiridos com o uso abusivo dos recursos existentes, salvaguardados e garantidos pelos meus avós…
Os mesmos direitos que hoje se alimentam das magrezas económicas da minha geração.
Geração de direitos que se esquece que seus pais comeram apenas as migalhas recessas. Geração de direitos que sem pudor deixa morrer à fome os seus netos…
Que geração é esta detentora de tão soberana regalia de direitos adquiridos que não são capazes de abrir mão desses direitos em nome de uma maior e melhor distribuição das migalhas deixadas pelos nossos avós?
É de facto uma geração que tem direitos … adquiridos na morgue.
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Os nossos Hospitais


Hoje tive a oportunidade de poder ir a terreno sentir o nosso sistema nacional de saúde.
Fui levar o meu pai a uma consulta no Hospital Santos Silva e fiquei absorta.
Só me vinha à imagem as camionetas de transporte de animais vivos, aquelas bem altas cheias de porcos para abate. Por momentos parei a reflectir em tal pensamento e rapidamente me apercebi que a diferença entre o transporte de animais vivos e o hospital é pequena. As pessoas estão para lá atiradas à sua dor. De todo o lado vinha frio. A casa está em obras e nas alas de acesso ao hospital eram frequentes as entradas e saídas de trabalhadores de construção civil com os seus utensílios de trabalho, sujos e transportando terra e pó. Mas fantástico era ver os trabalhadores hospitalares saírem com as suas sandes mas mãos, já meias trincadas, mas ainda vestidos com as fardas de trabalho, fardas que se usam em bloco operatório ou nas enfermarias onde se colocam os doentes…sim os doentes, aqueles que devido ao seu estado de saúde não devem contactar com vírus, bactérias e outros seres nefastos à sua recuperação.
E lá estavam todos. Não sei quem são, nem tão pouco quis saber, mas uma coisa é certa aquilo que sempre em “laboratório” estudei a titulo de dignidade de pessoa humana ali era contraditado.
Ali todos são iguais, estupidamente iguais, são os Antónios e os Manueis deste país que deixaram de ser Doutores, Engenheiros, Professores, Catedráticos, Génios ou meras Bestas.
Sonos definitivamente um país de terceiro mundo com uma mentalidade de reclamação de direitos…sim de direitos, mas que são desconhecidos e pior que pese estejam estes mesmos sempre na boca dos cidadãos e dos políticos, mas que não passam de panaceias.
Conclui infelizmente que os nossos Hospitais são mais parecidos com os Transportes de Animais Vivos do que possa pensar…
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Ideais...como modo e estar



Tenho pautado a minha vida por ideais.
Uns acham-me patética outros alienada. Cheguei mesmo a romper com pessoas mais próximas por acreditar na justiça, na igualdade, na auto - acção em nome da igualdade de distribuição de recursos…
A minha resposta é sempre a mesma… com ideais fantasiosos, mirabolantes, loucos e patéticos sou feliz.
Enquanto a ideia persistir sou capaz de andar, de me mover neste tempo e neste espaço onde o umbilicalismo é quem impera, neste espaço onde em nome da ideia se manobram pessoas, recursos, vidas dignidades.

Fantasiosa, mas viva.
Existam ideias e vontade de as por em prática em nome do todo que será mais fácil viver com o todo, pelo todo e desse mesmo retirar o que necessitamos ara sermos felizes.
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Plataforma 49


Projecto parcialmente cumprido…

É com grande agrado que ao fim de cinco meses de trabalho dei entrada da petição sob a designação Plataforma 49 na Assembleia da Republica.

A minha inquietude levou-me até lá em nome do credo da igualdade de oportunidade para todos.

Sinto a alegria do dever cumprido.

Vejo, movo-me, ouço e falo…mas hoje os meus sentidos têm outra valia.

E lê-se e ouve-se na RR

"Uma petição foi hoje entregue na Assembleia da República a pedir a introdução de boletins de voto em "braille", para que os cegos portugueses possam votar de forma secreta e autónoma.


Com mais de quatro mil assinaturas, a petição reivindica ainda propaganda eleitoral em “braille” e rampas de acesso nos locais de voto para pessoas com mobilidade reduzida ou problemas de saúde.

Maria Manuel Pinto, uma das organizadoras do abaixo-assinado, diz que o facto de os cegos terem de votar com a ajuda de outra pessoa põe em causa o seu “direito à privacidade de decisão”.

Num ano que os eleitores vão ser chamados a participar em três eleições, Maria Manuel Pinto espera que o Governo implemente estas sugestões, algumas das quais já estão contempladas na lei, mas não são cumpridas em todo o país."

por RV/João Pedro Vitória

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DIREITOS HUMANOS

Declaração dos direitos humanos do concebido

coração com feto

Concebido (a) é toda criança por nascer.

Princípio 1: Todo o Concebido, homem ou mulher, deficiente ou não, desfrutará dos direitos enunciados nesta Declaração.


Princípio 2: Todo o Concebido tem direito a que se lhe reconheça como um indivíduo da espécie humana e, pelo mesmo, conta com todos os direitos humanos reconhecidos pela ONU, pelos organismos internacionais e pelas constituições dos Estados.


Princípio 3: Todo o Concebido tem direito a que se lhe reconheça a sua individualidade, tanto que seu código genético próprio é único e irrepetível e, pelo mesmo, diferente do de seus progenitores.

Princípio 4: Todo o Concebido tem direito a que se reconheça e respeite nele o valor supremo da vida, desde o momento da concepção até à sua morte natural e, pelo mesmo, deverá ser respeitado e cuidado este direito ao longo de todo seu processo de vida no seio materno e, uma vez nascido, fora dele.

Princípio 5: O valor supremo da vida do Concebido deve ser o princípio reitor de quem tem a responsabilidade de velar por seu desenvolvimento integral. Tal responsabilidade recai, em primeiro termo, nos seus pais, e de maneira subsidiária nos seus demais familiares, na sociedade e no Estado.

Princípio 6: Todo o Concebido deverá ser protegido de qualquer tipo de discriminação por motivo de raça, etnia, condição genética, sexo, origem social, situação económica, dele ou de seus progenitores.

Princípio 7: O Concebido é um indivíduo em desenvolvimento, com seus direitos específicos, que não pode reclamá-los nem exigi-los por razões próprias desta etapa de sua vida, pelo que se impõe a seus pais, à sociedade e ao Estado a obrigação irrenunciável de velar por seu respeito.

Princípio 8: Todo o Concebido, para o pleno e harmonioso desenvolvimento de sua individualidade, deverá fazê-lo sob o amparo e responsabilidade de seus pais e, em todo caso, em um ambiente de afecto e de segurança. A mulher grávida deverá contar com os cuidados próprios e atenções especiais deste período.


Princípio 9: Todo o Concebido disporá das oportunidades e serviços dispensados pela lei e por outros meios, em condições de liberdade e dignidade, para que possa desenvolver-se física, mental, espiritual e socialmente, de forma integral; com este fim deverão proporcionar-se, tanto a ele como a sua mãe, cuidados especiais.

Princípio 10: Todo o Concebido tem direito a uma nacionalidade, e o Estado deverá reconhecer e proteger todos seus direitos.
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